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terra y praxis

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Arquivos Mensais: março 2012

A moradia é uma necessidade que só se ganha na luta

21 quarta-feira mar 2012

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Brasil, Embu das Artes, Mais-valia urbana, Novo Pinheirinho, São Paulo

Novos Pinheirinhos surgem

Por Omar Blanco

 

Passeata 14 de março ocupação Novo Pinheirinho MTST

Passeata o 14 de março da ocupação Novo Pinheirinho rumo à Câmara Municipal do município de Embu das Artes.

Para morar é necessário ter capacidade de compra, palavras da secretaria de habitação da prefeitura de São paulo não deixam duvida. Mas para os milhões de sem teto no país é necessário realizar uma reforma urbana, ela começa pela luta direta pelo solo e não pelo Direito como abstração. Porque os sem teto não tem salário suficiente ou nem trabalho tem para comprar seu Direito à cidadania.

 O solo urbano ou rural é produto do trabalho coletivo, da sociedade brasileira. Só que esse solo é apropriado, na maioria das vezes, pelas classes dominantes para multiplicar a mais-valia com a especulação financeira e imobiliária. Em Embu das Artes os trabalhadores sem teto são o mais recente exemplo de como realizar a reforma urbana, única alternativa que o governo paulista e brasileiro deixam depois de negar-se a regularizar terrenos pelas vias do direito jurídico.

 Na metrópole paulista já existe a ocupação Novo Pinheirinho do Embu, são mais ou menos 2.300 famílias que realizaram uma passeata até a Câmara Municipal do município. Essa é na praxis a reforma urbana necessária.

 

Cidadania é mercadoria

21 quarta-feira mar 2012

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Brasil, Estado social de direto, Pinheirinho, Remoção de moradores, São Paulo

Afirmação feita pela diretora de habitação da prefeitura de São Paulo.

Por Omar Blanco

Na matéria anterior, realizei algumas ponderações sobre as lições do despejo violento no Pinheirinho. Uma delas, com relação aos Direitos consagrados na Constituição de 1988 para os brasileiros e outro a materialização deles, nesse patamar a moradia como mercadoria na sociedade capitalista brasileira. Pois resulta que a Rede Brasil Atual publicou as declarações da senhora Maria Cecília Sampaio diretora da secretaria municipal de Habitação de São Paulo que apontam confirmando a minha ponderação.

 

Pra ser cidadão em São Paulo, tem que pagar’, diz diretora de Habitação da prefeitura

Por: Redação da Rede Brasil Atual Publicado em 13/03/2012, 11:10

São Paulo – Para a diretora da secretaria municipal de Habitação de São Paulo, Maria Cecília Sampaio, para ser cidadão na capital paulista, é preciso pagar. Ela dirige a Habinorte, uma das regionais daquela secretaria, e deu as declarações durante reunião de trabalho com moradores da Favela do Coruja, na Zona Norte da capital paulista.

 “Pra morar nesta cidade, pra ser cidadão em São Paulo, que é a terceira maior cidade do mundo, tem que trabalhar, tem que ter um custo e tem que ter condição de pagar. É o preço que se paga pra morar numa cidade como essa. Quem não tem renda a gente pretende começar um processo de desapropriação.”

 Em sua fala, Maria Cecília ainda “aconselha” os pobres que a ouviam a procurar cidades menores “para poder aguentar.”

 A reunião com a representante do prefeito Gilberto Kassab (PSD) teve a presença de cerca de 25 moradores do Coruja e aconteceu na subprefeitura da Vila Maria e da Vila Guilherme, bairros da zona norte da cidade. No encontro também estava o chefe do gabinete da subprefeitura Josué Filemom.

Em fevereiro, um incêndio atingiu a comunidade e deixou mais de 60 famílias desabrigadas. A prefeitura decidiu, porém, que outras 40 famílias também terão de deixar o local, apesar de não terem tido suas casas atingidas pelo fogo.

 Hoje (13), o promotor de habitação do Ministério Público Estadual Maurício Lopes se encontra com para discutir representantes da secretaria paulistana de habitação para discutir o futuro das famílias daquela comunidade.

 A prefeitura ofereceu aos moradores inscrição no programa Parceria Social – um auxílio-aluguel de R$ 300 e afirma que estuda um projeto habitacional para a comunidade.

 Ouça a diretora de habitação de São Paulo durante exposição da política de moradia da prefeitura: aqui

Pinheirinho depois de 8 anos de luta

15 quinta-feira mar 2012

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Brasil, Função social da propriedade, Pinheirinho, Reforma urbana, São José dos Campos

Uma lição depois do despejo em São José dos Campos, São Paulo.

Por Omar Blanco

Foto CSP Conlutas Bianca Pedrina

A dispersão da cidade no campo, da sociedade urbana, gera incrementos de valor, a mais-valia. São José dos Campos é o resultado disperso sobre o eixo rodoviário Rio – São Paulo. O crescente PIB da cidade dá conta, entre outras, do incremento de valor no solo. O bairro Pinheirinho foi demolido em janeiro passado por essa razão. O lote não tinha nenhum investimento do “proprietário”, a massa falida Selecta de Naji Nahas. Ao contrário, tinha dívidas com o poder público. Aquele era um lote de “engorde” para Nahas, à expectativa de um lucro maior. Porém, para os moradores da região, ele era seu bairro, sua casa, sua cidade, seus direitos cidadãos materializados.

O direito à cidade

O solo urbano e rural, ou os suportes materiais edificados (sejam eles infraestruturas ou sistemas de rede de algum serviço, como água potável ou comunicações) são oferecidos como plataforma de investimento ou como produto para a reprodução de capital no mercado “globalizado”. Isso fica manifesto nos planos diretores dos municípios de todas as cidades de América Latina. Governos de diversas cidades falaram, e falam hoje, que a gestão pública do estado social de direito equilibra as macelas do “neoliberalismo”, da economia do mercado. Eles explicam que políticas de inclusão fazem com que todos os cidadãos tenham direito à cidade.

Esses governantes também competem entre si, oferecendo benefícios de isenção fiscal de um ou de vários impostos, com o pressuposto de geração de riqueza para o município. Os empresários beneficiados têm garantido sua inclusão na cidade, o seu direito, instalando plantas produtivas ou grandes condomínios. Nas periferias metropolitanas de hoje, a segregação social é caracterizada pela concorrência de solo bem localizado e com atributos paisagísticos. Consequentemente, isso traz o despejo de bairros ou comunidades.

Os acontecimentos do despejo violento no bairro Pinheirinho foram, na prática, a demonstração do significado de função social da propriedade numa sociedade governada pelos mandantes do setor financeiro. Até o dia 22 de janeiro, liminares iam e vinham, juízes pronunciavam-se, assessores de governo federal, estadual e municipal emitiam pareceres. A gestão pública do estado social de direito revelou que ela existe para defender e consagrar a propriedade privada da burguesia. Os fatos demonstram: a cidade é uma mercadoria.

O Estado Social de Direito

“A dificuldade atual, segundo Madjarian, é completamente inversa da que ocorreu nos séculos XVII e XVIII: trata-se de compreender que a terra não pode ser reduzida – nem na sociedade capitalista moderna – a um bem que se mobiliza num mercado, quer dizer, que seu estatuto não é simplesmente econômico. Com efeito, a propriedade consagrada no Código Civil napoleônico não é a propriedade-conservação, é a propriedade-circulação, que logo será transformação, porque a verdadeira riqueza provém da transformação, seja esta exploração agrícola, fabricação industrial ou urbanização. A especulação tem sua base no despojamento de toda obrigação, na mobilidade da terra e na sua mercantilização. Por isso, um dos elementos mais renovadores da maioria dos ajustes na propriedade, derivados das reformas constitucionais ou das reformas urbanísticas ou ambientais, como ocorre na Colômbia, é a de restituir os vínculos entre uso e obrigação.” (COPELLO, 2003, grifo nosso)

“O centro da questão está na democratização da cidade. Requer-se definir quem tem direito de participação no controle dela. São os governos centrais, que não só por definição estão em outro patamar e que, além disso, representam uma coletividade maior à escala da cidade e que não conhecem as necessidades da mesma, os que devem controlá-la? Não é muita a intervenção dos governos centrais na vida das cidades, quando controlam seus orçamentos, executam obras urbanas, são proprietários de grandes extensões de terreno e de imóveis estratégicos?

Por acaso devem controlar a cidade os que têm a propriedade privada do solo, muitas vezes, de maneira ausente ou talvez como residentes que só conhecem uma parte da cidade? Ou por acaso é aquele que reside, vive, sofre, quer dizer, o usuário do solo, quem decide na cidade? Deve controlar a cidade só quem é reconhecido como cidadão nacional ou também os imigrantes que, por diferentes circunstâncias, moram na cidade e também vivem e sofrem, sem ter direito de eleger representantes que definam como se usa o solo?” (SCHECHINGER; 2003)

As perguntas anteriores procuram valorizar mais os direitos do que a retórica, no papel, das leis existentes (na Colômbia, Brasil, México, entre outros países), as quais contemplam que o uso do solo e da propriedade devem ter uma função social. Os incrementos de valor apropriados indevidamente pelos grandes proprietários podem, de fato, serem usados pelo município para realizar uma política de moradia, como foi escrito em muitas matérias publicadas antes do despejo em Pinheirinho. Mas aconteceu que esse incremento ficou na mão de Nahas. Ele teve uma restituição de posse, juridicamente falando. Nos fatos, os moradores de Pinheirinho foram expropriados do valor agregado que eles produziram no seu bairro.

A prefeitura de São José dos Campos (PSDB) puniu os trabalhadores que reivindicaram, por 8 anos, o direito à cidade. O mesmo fizera o prefeito de São Paulo (PSD) contra ocupantes de prédios no centro dessa cidade. E crescem as ameaças de despejo: o prefeito de Cuiabá (PTB) contra moradores do bairro Jardim Nova Canaã; o prefeito de Belo Horizonte (PSB) contra moradores do bairro Dandara; o prefeito de Santo Antônio do Aracanguá (PT) contra moradores do Jardim Graciosa; e, no Rio, o prefeito do (PMDB) contra umas 110 comunidades; na Bahia, a Marinha contra o Quilombo do Rio dos Macacos (nesse caso, é a presidente Dilma o seu máximo comandante). Existem muitos outros exemplos, contudo a questão é: Por que partidos do governo e da oposição burguesa coincidem na expropriação?

As citações de Copello e Schechinger pertencem ao livro Reforma urbana e desenvolvimento territorial, o qual é uma espécie de avaliação das leis desde 1989 na Colômbia. No mínimo, há um consenso entre autores, em 2003, data da publicação, que é: a reforma urbana não avança nesse país. O que não avança retrocede. Até 2011, quase 5,2 milhões de pessoas foram obrigadas, por causa da violência no campo e na cidade, a deslocarem-se do seu lugar de origem, perdendo familiares e propriedades. Na Colômbia, está em andamento a mais feroz contrarreforma agrária.

Nos jornais locais e nacionais Pinheirinho virou apenas uma crônica épica

Num lugar distante, uma organização social tinha um Estado Social de Direito. O setor social dominante controlava a prefeitura e o governo estadual. Protagonizavam, também, um setor da câmara de vereadores e o poder judiciário estadual. Tanto uns quanto outros atores eram cúmplices pela ação ou pela omissão. Assim, eles tiraram os moradores do Pinheirinho seu bairro.

Parece que aquela organização social era, realmente, um Estado de Despojo pelo Direito à especulação da terra e por sua mercantilização, em defesa irrestrita do direito sagrado à propriedade privada. Os moradores, organizados desde 8 anos atrás num bairro que resolvia, na prática, o déficit de moradia, terminam expropriados.

“A propriedade atenderá a sua função social”

A luta pela moradia está atravessada por um processo contraditório das vias legais para o cumprimento dos Direitos já consagrados na Constituição política de 1988 no Brasil. Na prática, ela não os garante, mas criminaliza a luta cidadã ao mesmo tempo que beneficia outros cidadãos com maiores condições de adquirir bens. O Estado Social de Direito que os brasileiros conquistaram com o fim da ditadura e com a entrada da democracia não é mais que o capitalismo com regimes diferentes.

Reivindicar o direito à cidade ou à moradia é uma falácia. Direitos! Já tem todos os nascidos brasileiros, o que não tem é garantia material à cidade e à moradia. E o Estado e sua Constituição não garantem direitos porque as circunstancias que determinam são as classes sociais e para os trabalhadores seu salário. As universidades, setores do governo e as instituições que defendem os direitos humanos reivindicam o Estatuto da Cidade e seus desdobramentos em planos diretores como se fossem a tábua de salvação. Ao mesmo tempo, denunciam a violação dos direitos nos despejos, questão que só afirma que é criminalizada a luta social por direitos.

Em 1999, Flávio Vilaça já ponderava conclusões como a seguinte: “facções sociais das classes dominantes” usavam o discurso retórico dos direitos para realizar materialmente seu planejamento de investimentos para tirar a maior mais-valia possível do solo. Para Vilaça, é um paradoxo que essa “facção” apóie-se num discurso de direito à moradia e à cidade, enquanto realiza o que for necessário para obter lucro do solo: os despejos, na maioria dos casos.

Entretanto, hoje, a burguesia brasileira, encabeçada pela presidente Dilma e sua coalizão de governo (o PMDB no Rio, por exemplo, e o PSDB) falam de Minha Casa, Minha Vida, de grandes benefícios (legado) derivados de grandes investimentos no solo, dos eventos esportivos no país entre 2014 e 2016…

Opino que é necessário discutir de forma honesta, sem discurso retórico no meio, sobre a luta pela reforma urbana. As lutas urbanas e agrárias na década de 1980 conseguiram vitorias importantes, entre outra a ferramenta jurídica do Estatuto da Cidade e seus planos diretores, mas hoje essas ferramentas são inúteis com relação às leis e planos diretores feitos e administrados pelos mandantes do setor financeiro nas prefeituras, nos escritórios de advogados e de juízes.

Somos todos Pinheirinho! Dandara! Quilombo Rio dos Macacos!

Fontes:

COPELLO, Maria Mercedes Maldonado Los principios éticos y jurídicos em materia de ordenamiento territorial y gestión del suelo en Colombia; e SCHECHINGER, Carlos Morales. El debate por reformas al suelo urbano em América Latina. In: Reforma urbana y desarrollo territorial. Experiencias y perspectivas de aplicación de las leyes 9º de 1989 y 388 de 1997. Bogotá: Alcadía Mayor, 2003.

Consultoría para los Derechos Humanos y el Desplazamiento (CODHES), Bogotá 2011. ¿Consolidación de qué? Informe sobre desplazamiento, conflicto armado y derechos humanos en Colombia en 2010. Desplazamiento Forzado, Tierra y Territorio en Colombia 1997 – 2011.

VILAÇA, Flávio. Uma contribuição para a história do planejamento urbano no Brasil. In O processo de urbanização no Brasil. Csaba Deák, Sueli Ramos Schiffer, Organizadores, EDUSP, São Paulo, 1999.

Solidariedade com o Quilombo Rio dos Macacos

14 quarta-feira mar 2012

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Bahia, Brasil, Função social da propriedade, Quilombo Rio dos Macacos, Remoção de moradores

A Marinha do Brasil em Bahia ameaça de despejo

Por Omar Blanco

Estado Federal contra os cidadãos quilombolas, Foto aonderaioseuvimparar.blogspot.com

O Quilombo Rio dos Macacos é uma das comunidades mais antigas de descendentes de escravos no Brasil, uma idosa de 111 anos, a Mãe Véa, relata que ajudou seus pais a construir a Vila Naval. Hoje a Marinha do Brasil pretende expandir a vila usando as áreas dos quilombolas.

A ordem de reintegração de posse compromete umas 50 famílias, cerca de 500 moradores, estava com data marcada. Até agora não foi cumprida porque existe diversas contradições envolvidas entre a Marinha e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os moradores ficam apreensivos porque lembra a situação jurídica de Pinheirinho entre as autoridades locais e federais.

Os ocupantes do quilombo argumentam que suas famílias vivem no local há mais de 200 anos, outros que apenas 42 anos. Seja como for estamos novamente frente ao mesmo problema da função social da propriedade, desta vez o Estado Federal contra os cidadãos quilombolas.

Solidariedade com os ocupantes em Dandara

14 quarta-feira mar 2012

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Belo Horizonte, Dandara, Função social da propriedade, Remoção de moradores

Contra o despejo em Belo Horizonte

Por Omar Blanco

Foto da passeata em Belo Horizonte, em sul21.com.br

Foto da passeata em Belo Horizonte, em sul21.com.br

Uma decisão expedida pela 20ª Vara Cível de Belo Horizonte, em setembro de 2011 determinou o despejo dos moradores da comunidade, em resposta à ação de reintegração de posse da área em favro da Construtora Modelo.

A desapropriação das terras pelo Estado é a principal solução defendida pelos moradores do bairro Dandara para garantir a moradia que cerca de mil famílias.

Visite o site do bairro Dandara, aqui.

Abaixo-assinado Pelo direito à moradia: Despejo não. Com Dandara eu Luto! Aqui.

8 de março Dia internacional da mulher

08 quinta-feira mar 2012

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Brasil, Colômbia, Mulher trabalhadora, Pinheirinho, sabana de Bogotá, São José dos Campos

Além dos enfeites do comércio e da política assistencialista

Por Omar Blanco

As lojas estão maquiadas de lilás

Os varões oferecem flores “espontaneamente”, muitas promoções para elas ou as vincula aos produtos, e a mídia reproduz todas as boas vontades dos governos para melhorar a opressão e exploração das mulheres. Mas, existe outro significado do 8 de março, quase clandestino e/ou, quando conhecido, tentam limitá-lo aos direitos civis. A história está além dos direitos jurídicos. A data foi reconhecida e aprovada na Conferência de Mulheres Socialistas, na Suíça, em 1910, possívelmente como uma homenagem a 129 operárias mortas do setor têxtil, em um incêndio provocado pelo patrão, em 1857, nos EUA.

 Em 1921, a data foi reafirmada na conferência de mulheres russas como uma homenagem às operárias têxteis que, revoltadas pela fome e pela guerra, saíram em greve e desencadearam a revolução de fevereiro e o fim do czarismo, a revolução socialista na Rússia de 1917. Definitivamente, o 8 de março entrou para a história da luta dos trabalhadores e, desde então, é comemorado em todo o mundo.

 Violência contra a mulher

Apesar de elas estarem cada vez mais no mercado de trabalho, ainda recebem 30% a menos do que um homem para fazer os mesmos serviços e são as que tem menos direitos sociais e os menores salários. Quase 10, a cada dia, morrem vítimas do machismo, de um sistema de saúde que não lhes garante o direito ao aborto, e sofrem com a falta de creche e a falta de moradia.

A mortalidade materna é um dos graves problemas no Brasil. É uma das principais causas de morte no país e vitima principalmente as mais jovens. Um dos graves problemas é o aborto clandestino, que mata ou deixa com sequelas cerca de 150 mil cada ano. O Anuário de mulheres do DIEESE, publicado em 2011, mostrou que a falta de creches é o principal problema para as mulheres conseguirem um emprego ou permanecerem empregadas.

Como responder

A violência contra a mulher é grave em nosso país. O Superior Tribunal Federal ampliou recentemente a lei, qualquer pessoa pode denunciar um caso de violência contra a mulher. A Lei Maria da Penha não tem sido suficiente para resolver esse problema que não para de crescer. A legislação sobre os diretos está atrasada em relação à dinâmica de violência e desigualdade econômica e social. As políticas assistencialistas também estão atrasadas, investimentos para construção de casas-abrigo, delegacias, centros de referência, até creches propostas pela presidente Dilma só estão funcionando 1/3 das que ela anunciou (Jornal O Globo, 4/03/12). O Código Penal criminaliza o aborto quando feito fora dos casos de estupro, em resumo é criminalizada o direito da mulher de decidir sobre seu próprio corpo.

Avanços progressistas na Lei são quase anulados pela realidade adversa do cotidiano das mulheres trabalhadoras. O 8 de março deve ser comemorado com alegria e festa, mas também com a consciência de se saber lutar contra a opressão e a exploração, marcando mais um ano pela necessidade de luta pelos seus direitos.

 Às Mulheres que conheço

Para as mulheres trabalhadoras guerreiras de Pinheirinho, a luta continua! Para as mulheres dos cultivos de flores na Sabana de Bogotá, minhas lembranças. A elas, anexo dois vídeos que as retratam.

 Mulheres trabalhadoras da industria de flores na Sabana de Bogotá.

 

Mulheres trabalhadores despejadas violentamente do Pinheirinho.

 

 

 

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